Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008
Portfólio Digital

l

Aqui está uma pequena parte de um texto que encontrei nas minhas pesquisas que gostaria de partilhar:
O portfólio é uma ferramenta de avaliação autêntica. A raiz da palavra portfólio vem das palavras italianas “portare”, que significa “levar”, e “foglio”, que significa “papel” ou “folha” (KEMP e TOPEROFF, 1998, p. 5). Um portfólio é um conjunto sistemático de trabalhos que pode evidenciar o progresso e o perfil das habilidades de um aluno ao longo do tempo (O´MALLEY e VALDEZ PIERCE, 1996, p.5; KEMP e TOPEROFF, 1998, p. 2; SISTÊLOS, 1999, p. 63; QUEBEC, 2002, p. 11).
O uso de portfólios para avaliar o desempenho do aluno começou no final da década de 1980, principalmente em universidades norte-americanas (BARRETT, 2005, p.2). Em 2000, um novo modelo de portfólio, com base em tecnologias eletrônicas, foi proposto por BARRETT (2000). Atualmente, este modelo de portfólio é usado em vários países, dentre os quais Canadá, França, Suíça, Bélgica (QUEBEC, 2002, p.9), Estados Unidos da América, México, e no Brasil, em Educação à Distância (PRADO, 2002).
O portfólio eletrônico, como definido por BARRETT (2000, p. 1), é o uso de tecnologia que possibilita ao aluno coletar e organizar os artefatos em vários formatos. BARRETT (2005, p. 5) esclarece que o portfólio eletrônico usa tecnologias eletrônicas como recipiente dos trabalhos, permitindo ao aluno colecionar e organizar artefatos de vários tipos de mídia como áudio, vídeo, gráfico e texto, usando links de hipertexto para organizar o material, conectando a evidência aos objetivos pessoais ou aos padrões da escola ou instituição. Este estilo de portfólio parece uma página de Internet, pessoal e individualizada (TOSH e WERDMULLER, 2004).

 

 

Tipos de portfólios
 
            Na literatura disponível há vários tipos de portfólios, cada qual com sua abordagem e respectiva terminologia. Assim, BARRET e KNEZEK (2003, p.4) definem emprego, avaliação e aprendizagem como os propósitos principais dos portfólios. Por isso, aqui serão analisados os portfólios de apresentação, de avaliação e de aprendizagem.
            O portfólio de apresentação é, simplesmente, um lugar onde o aluno pode expor os seus melhores trabalhos (O´MALLEY e VALDEZ PIERCE, 1996, p. 37; SISTÊLOS, 1999, p. 68; QUEBEC, 2002, p. 14). Segundo o Ministério da Educação de Quebec (2002, p. 15-16), o portfólio de avaliação é um conjunto de trabalhos que possiblita avaliar as competências de um aluno ao longo e ao final de um ciclo escolar, visando a uma avaliação somativa. O conteúdo deste tipo de portfólio tende ser decidido pelo professor, mas é possível que o aluno também selecione alguns dos artefatos. O portfólio de aprendizagem demonstra o progresso do aluno ao longo do semestre, contendo trabalhos que o aluno escolhe como os mais significativos, dando a racionalização da sua inclusão e refletindo sobre cada um deles e sobre o portfólio inteiro (QUEBEC, 2002, p. 12-14).

 

Portfólios eletrônicos
 
A única diferença conceitual entre o portfólio tradicional (de papel) e o portfólio eletrônico é o recipiente. Em lugar de colocar os artefatos em pastas, o aluno os reúne e organiza, utilizando tecnologias eletrônicas (BARRETT, 2005, p.5). Com o seu Banco de Artefatos, o aluno pode organizar e reorganizar o conteúdo, criando diferentes portfólios para diferentes audiências (TOSH e WERDMULLER, 2004, p.2). Além disso, o aluno tem que acrescentar um passo a mais ao processo de colecionar, refletir e selecionar, que é apresentar ou projetar e conectar, criando hiperlinks (BARRETT, 2000; NIGUIDULA et al., 2005).
O aluno pode colocar artefatos digitais, definidos por TOSH e WERDMULLER (2004, p. 2) como qualquer mídia eletrônica: clipe de vídeo, foto digital ou documento digitalizado. AURBACH (2005, p. 9) acrescenta filmes, arquivos de áudio, trabalhos em outros programas e páginas da Internet e o Ministério da Educação de QUEBEC (2002, p. 25) adiciona desenhos gráficos à lista de possibilidades. Os artefatos são organizados através de links de hipertexto, ou hiperlinks, conectando a evidência às metas pessoais ou aos padrões da escola ou instituição (BARRETT, 2005, p. 5). Assim, se o aluno tem um artefato que representa mais de uma meta, o artefato pode ser vinculado às duas.
A tecnologia pode ser um factor motivador na educação (BARRETT, 2004c, p. 3). Contudo, segundo PRADO (2002), “cabe ao professor dar vida, ou seja, dinamizar o seu uso com os alunos”. NIGUIDULA et al. (2005, p. 3) opinam que no desenvolvimento dos portfólios eletrônicos, a importância não está na tecnologia; um portfólio não precisa ser digital, mas as fotos e vídeos mudam a experiência e, além disso, os portfólios eletrônicos liberam os professores da impossibilidade de organizar todos os papéis e pastas necessários com os portfólios tradicionais.
 A literatura cita vários benefícios, incluindo: mais interação entre alunos (WANG, 2005), mais interação entre alunos e tutores ou professores, maior acesso se o software utilizado é baseado em internet ou rede (QUEBEC, 2002, p. 8, p. 21; TOSH e WERDMULLER, 2004, p. 3), realce do currículo para emprego (TOSH e WERDMULLER, 2004, p. 3), facilidade de conservar os artefatos de um ciclo escolar para outro, assim conseguindo uma perspectiva de progresso mais amplo (QUEBEC, 2002, p. 11), habilidade de procurar documentos entre numerosos bancos de dados, recuperá-los e manipulá-los, modificá-los e salvá-los à vontade (p. 6), desenvolvimento de habilidades tecnológicas (p. 13), oferecimento de várias possibilidades de segurança e privacidade, facilidade de transporte (p. 22), possibilidade de criar hiperlinks entre documentos (QUEBEC, 2002, p. 22; BARRETT, 2005, p.5) e a melhora da qualidade de trabalho, já que o aluno fica mais consciente ao saber que seu portfólio pode ser visto e avaliado por várias pessoas (NIGUIDULA et al., 2005, p. 5).

 

 

retirado de : http://www.ufpe.br/hipertexto2005/TRABALHOS/Courtney%20J.%20Campbell.htm

acedido em 03 /02 /08

 



publicado por emiliapinto às 18:17
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Revendo o conceito de Educação a Distância

e

 
Dohmem (1967): educação à distância (Ferstudium) é uma forma sistematicamente organizada de auto-estudo onde o aluno se instrui a partir do material de estudo que lhe é apresentado, e seu acompanhamento e supervisão é feito por um grupo de professores, utilizando-se meios de comunicação capazes de vencer longas distâncias. O oposto de EAD é a “educação face-a-face”, com contacto directo entre professores e estudantes.
Peters (1973): educação/ensino à distância (Fernunterricht) é um método racional de compartilhar conhecimentos, habilidades e atitudes, através da aplicação da divisão do trabalho e de princípios organizacionais, bem como pelo uso extensivo de meios de comunicação, especialmente para reproduzir materiais técnicos de alta qualidade, os quais tornam possível instruir um grande número de estudantes ao mesmo tempo, enquanto esses materiais durarem. É uma forma industrializada de ensinar e aprender.
Moore (1973): EAD pode ser definida como a família de métodos instrucionais onde as ações dos professores são executadas à parte das acções dos alunos, incluindo situações
continuadas que podem ser feitas na presença dos estudantes. A comunicação professor aluno deve ser facilitada por meios impressos, eletrônicos, mecânicos ou outros.
Holberg (1977): o termo “educação à distância” refere-se a várias formas de estudo, de vários níveis, que não estão sob a contínua e imediata supervisão de tutores presentes com seus alunos nas salas de leitura ou no mesmo local. A educação à distância se beneficia do
planejamento, direcção e instrução da organização do ensino.
Segundo Keegan (1991, p. 38), os elementos centrais dos conceitos de EAD são:
(1) separação física entre professor e aluno, que distingue o EAD do ensino presencial;
(2) influência da organização educacional (planejamento, sistematização, plano, projecto e organização rígida), que a diferencia da educação individual;
(3) uso de meios técnicos de comunicação, usualmente impressos, para unir o professor ao aluno e transmitir os conteúdos educativos;
(4) comunicação de mão-dupla, onde o estudante pode beneficiar-se da iniciativa no diálogo;
(5) possibilidade de encontros ocasionais com propósitos didáticos e de socialização; e
(6) participação de uma forma industrializada de educação, potencialmente revolucionária.
 
Retirado de :http://www.anpad.org.br/enanpad/1998/dwn/enanpad1998-ai-16.pdf
Acedido em 02/02/08
A Educação à Distância é caracterizada:
  • pela separação do professor e aluno no espaço e/ou tempo (Perraton,1988);
  • controle do aprendizado realizado mais intensamente pelo aluno do que pelo instrutor distante (Jonassen,1992);
  • comunicação entre alunos e professores é mediada por documentos impressos ou alguma forma de tecnologia (Keegan,1986;Garrison and Shale,1987).
Retirado de :http://penta.ufrgs.br/edu/edu1_1.html
Acedido em 02/02/08
 


publicado por emiliapinto às 18:06
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 27 de Janeiro de 2008
Dr.Elisabeth Almeida
No dia 18 de Janeiro mais uma vez tivemos a oportunidade de conhecer o trabalho da Dr.ª. Elisabeth Almeida. Foi uma sessão de trabalho que se pautou pela partilha de experiências por parte da docente, que descreveu algumas iniciativas que tem realizado no âmbito educacional.
Deu-nos a conhecer o seu projecto de investigação de Pós Doutoramento intitulado “Contribuições dos Portáteis no Processo Pedagógico “.
Foram enunciadas algumas das vantagens da utilização dos portáteis processo de ensino, afirmando que anteriormente quando os computadores fixos eram os únicos instrumentos, estes estavam “presos” a horários, a salas de aula específicas o que criava dificuldades de acesso várias. A utilização de portáteis rompe com a situação de uma sala de aula fechada e supõe-se que com isto acarrete uma série de mudanças afirmando “mas isto já está a acontecer , ou já está acontecendo”…Daí a necessidade de analisar o que está acontecer neste momento.
Para a Dr.ª. Elisabeth todos os alunos têm de ter um computador acessível na aulas “todos têm de ter a máquina nas mãos”, pois é na escola que uma parte considerável dos alunos tem acesso às novas tecnologias em especial os alunos das escolas públicas…
O seu estudo pretende estabelecer um estudo comparativo entre o caso português e o caso brasileiro, uma vez que começaram estas iniciativas de inovação tecnológica na mesma altura e estavam cada um dos países a seguir o  seu caminho, mas quando se observa com atenção  o seus percursos detectam-se muitas similitudes, muitos decisões e acontecimentos ocorreram em simultâneo. No entanto, analisar as duas realidades trata-se de um estudo complexo e difícil, uma vez que para a investigadora o sistema de ensino português se organiza de forma absolutamente distinta do sistema de ensino brasileiro, daí as dificuldades e a necessidade de uma análise profunda de todos o sistema de ensino antes de analisar em profundidade as  “Contribuições dos Portáteis no Processo Pedagógico “ em Portugal e no Brasil. No final foi-nos recomendada a leitura do livro “Estratégias de exploração de Portáteis” de Paulo Freire
 
Foi uma aula muito interessante e despertou a minha atenção para algumas das áreas em que eventualmente poderei elaborar a minha tese.


publicado por emiliapinto às 17:51
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 13 de Janeiro de 2008
Educação a Distância

a educação que desejamos

José Manuel Moran (Capa do seu mais recente livro)

 

 Mais uma vez decido  partilhar a minhas pesquisas na web: nas diversas vezes que coloco no motor de pesquisa google, as palavras chave Educação a Distância encontro quase sempre  este autor -José Manuel Moran, Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo - de tantas vezes isto suceder acabei por explorar diversas vezes o conteúdo do seu site e blog. O site aborda diferentes temáticas  desde a educação, a tecnologia na educação, a educação a distância entre outros assuntos e disponibiliza inúmeras hiperligações em cada uma das diferentes temáticas é bastante vasto. O autor toca aspectos que me parecem relevantes para uma implementação e acesso  eficazes,  a processos educativos onde as inovações tecnológicas tenham um lugar de destaque. A afirmação, deste autor, que a seguir transcrevi enuncia claramente alguns dos aspectos que este considera condicionantes no processo de transformação da Educação a Distância está a assistir.
 
"O processo de mudança na educação a distância não é uniforme nem fácil. Iremos mudando aos poucos, em todos os níveis e modalidades educacionais. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão preparados para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade. E a maioria não tem acesso a esses recursos tecnológicos, que podem democratizar o acesso à informação. Por isso, é da maior relevância possibilitar a todos o acesso às tecnologias, à informação significativa e à mediação de professores efetivamente preparados para a sua utilização inovadora."
José Manuel Moran
 

 Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/  acedido em - 11/01/08



publicado por emiliapinto às 00:16
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008
História da Educação a Distância

educação a distancia

 

Numa das minhas muitas pesquisas na Web decidi procurar perceber a prespectiva histórica da ED ao longo tempos. Efectivamente não encontrei documentos muito interessantes, a maior parte deles referia-se à experiência da ED no Brasil,no entanto achei esta abordagem histórica, acessível na wiki, muito esclarecedora e particularmente interessante para quem gosta de perceber o contexto em que os acontecimentos se sucedem... 

 

" Da Primeira Guerra Mundial aos nossos dias

No final da Primeira Guerra Mundial, surgiram novas iniciativas de ensino a distância em virtude de um considerável aumento da demanda social por educação, confirmando, de certo modo, as palavras de William Harper, escritas em 1886:

"Chegará o dia em que o volume da instrução recebida por correspondência será maior do que o transmitido nas aulas de nossas academias e escolas; em que o número dos estudantes por correspondência ultrapassará o dos presenciais."

O aperfeiçoamento dos serviços de correio, a agilização dos meios de transporte e, sobretudo, o desenvolvimento tecnológico aplicado ao campo da comunicação e da informação influíram decisivamente nos destinos da educação a distância. Em 1922, a antiga União Soviética organizou um sistema de ensino por correspondência que em dois anos passou a atender 350 mil usuários. A França criou em 1939 um serviço de ensino por via postal para a clientela de estudantes deslocados pelo êxodo.

A partir daí, começou a utilização de um novo meio de comunicação, o rádio, que penetrou também no ensino formal. O rádio alcançou muito sucesso em experiências nacionais e internacionais, tendo sido bastante explorado na América Latina nos programas de educação a distância do Brasil, Colômbia, México, Venezuela, entre outros.

Após as décadas de 1960 e 1970, a educação a distância, embora mantendo os materiais escritos como base, passou a incorporar articulada e integradamente o áudio e o videocassete, as transmissões de rádio e televisão, o videotexto, o computador e, mais recentemente, a tecnologia de multimeios, que combina textos, sons, imagens, assim como mecanismos de geração de caminhos alternativos de aprendizagem (hipertextos, diferentes linguagens) e instrumentos para fixação de aprendizagem com feedback imediato (programas tutoriais informatizados) etc..

Atualmente, o ensino não presencial mobiliza os meios pedagógicos de quase todo o mundo, tanto em nações industrializadas quanto em países em desenvolvimento. Novos e mais complexos cursos são desenvolvidos, tanto no âmbito dos sistemas de ensino formal quanto nas áreas de treinamento profissional.

 A educação a distância foi utilizada inicialmente como recurso para superação de deficiências educacionais, para a qualificação profissional e aperfeiçoamento ou atualização de conhecimentos. Hoje, cada vez mais foi também usada em programas que complementam outras formas tradicionais, face a face, de interação, e é vista por muitos como uma modalidade de ensino alternativo que pode complementar parte do sistema regular de ensino presencial. Por exemplo, a Universidade Aberta oferece comercialmente somente cursos a distância, sejam cursos regulares ou profissionalizantes. A Virtual University oferece cursos gratuitos."

 

 

Se a educação a distância,  nos seus primórdios, constituiu um recurso para suprimir  deficiências educacionais, nos dias de hoje representa uma prática que permite um “entendimento” entre as necessidades e capacidades particulares e as do conjunto - de forma presencial e não presencial. Sendo assim, hoje é mais acessível avançar rapidamente, através da troca experiências e vivências, clarificar incertezas e daí depreender resultados.
Temos que ter clara consciência que daqui para a frente, as práticas educativas, cada vez mais, vão combinar actividades presenciais com não presenciais ou virtuais, e que esta é uma realidade com que inevitavelmente nos temos de habituar.
 
 

Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_a_dist%C3%A2ncia#Da_Primeira_Guerra_Mundial_aos_nossos_dias - acedido em 11/01/07



publicado por emiliapinto às 11:48
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 5 de Janeiro de 2008
Conferência no IEP-UM

Há cerca de um mês atrás, mais propriamente no dia 7 de dezembro,  todos os alunos que frequentam o mestrado foram convidados a participar numa conferência apresentada pela  Profª Elizabeth Almeida, da PUC de São Paulo, onde foram abordadas temáticas relacionados com a área curricular de Educação a Distância, o que desde logo suscitou bastante interesse em todos os presentes.

Resolvi, hoje, passar os apontamentos que manuscrevi naquele dia para o formato digital, porque foi uma conferência bastante interessante e que deve, sem dúvida, ficar registada no meu blog.

A Profª Elizabeth Almeida começou por contextualizar a realidade educativa no brasil, afirmou que a Educação a Distância é algo inacabado, em constante construção e que se trata de uma trajectoria apontada para o futuro e que como tudo o resto evolui ...

Durante a sua apresentação foi desde de logo ressaltada  a necessidade de reparar atrasos e preparar a sociedade para a sociedade da informação, aspectos estes que têm vindo a ser pensados sobre os seguintes pontos:

  • Interactividade/ conectividade
  • Multidirecionalidade
  • Distintas linguagens
  • Ferramentas abertas

Foi levantada a questão de quais os  instrumentos que  potencialmente podem vir a ser utilizados, ao que se conclui que estes instrumentos devem resultar da convergência de diversos artecfactos como o vídeo, a TV digital, a imagem, o DVD, o telemóvel, o Ipod, jogos, entre outros, que muitas vezes surgiam afastados.

Por outro lado, a Profª Elizabeth Almeida referiu que a Educação a Distância é necessáriamente mediatizada por tecnologias, possui uma intencionalidade pedagógica, tem em conta as caraceteristicas do contexto (condições de acesso), as especificidade das tecnologias e os meios de suporte.

 "A distancia não é ausência"  - Esta foi a frase que marcou a conferência e que vem sendo usada um pouco por todos nós desde esse dia, de facto, a Educação a Distância  baseia-se na "construção de outras formas de presença" conforme afirmou o Dr.Paulo Dias na fase final da conferência, evidentemente que as tecnologias não resolvem tudo mas o modo como as usamos pode fazer a diferença, ao respeitar o contexto do aluno, ao envolvê-lo no seu processo de aprendizagem, o aluno não só controi os seus saberes como as suas competências práticas e a sua capacidade de auto-regulação...

A participação nesta conferência foi uma experiência muito gratificante para todos nós.



publicado por emiliapinto às 16:56
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 16 de Dezembro de 2007
Roadmap Elearning
 

 

 

 

 

Encontrei este filme no youtube e considerei-o bastante sugestivo pois assume a necessidade de mais e melhor educação, apresentando o Elearning como um instrumento que oferece um grande potencial, acescentando que o acesso às novas tecnologias abre grandes possibilidades na implementação do mesmo.

Refere  a necessidade de estratégias de implementação do Elearning e divulga alguns dos pressupostos anunciados pela Unesco no âmbirto desta temática tais como:

- A educação como um direito fundamental de todos;

- A necessidfade da promoção da experimentação, inovação, difusão

 e partilha de informação;

- Uma educação universal.

Refere ainda algumas instituições que utilizam o Elearning como estratégia para diminuir as desigualdades de acesso à educação nomeadamente pelos grupos sociais mais desfaforecidos, o MKFCé uma das entidades apresentadas que serve para este fim e tem uma grande experiência nesta problemática, os seus cursos estão disponíveis na modalidade de Elearning, através de uma plataforma, em pessoas de todo o mundo podem participar, é um bom exemplo a seguir... mas o melhor é ver !

http://br.youtube.com/watch?v=fl6bboj3GdA



publicado por emiliapinto às 21:41
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007
Uma aula construtiva

No passado dia 29 de Novembro tivemos oportunidade de assistir a  mais uma aula leccionada pela Professora Maria João. Resolvi reflectir um pouco sobre ela, porque  me ajudou a compreender e consolidar alguns dos conceitos  que temos vindo a trabalhar.

A temática apresentada foi a "Adopção institucional do e-learning: desafios e oportunidades"

O e-learning como sabemos não é um conceito sobre o qual não exista consenso e muitas são as definições apresentadas. A professora apresentou o seguinte conceito:

 

"O conceito de e-learning que defendemos(...) engloba elementos de inovação  e distinção em relação a outras modalidades de utilização das tecnologias de educação e apresenta potencial acrescido em relação a essas modalidades"

(Gomes,2005)

  

Foi estabelecida  ligação estreita do e-learning com a internet e o serviço www,  e foi igualmente frizado o potencial que a sua utlização representa, pois dá total liberdade de  acesso à informação.

Foram ainda apresentadas razões para investir no e-learning tendo como aspectos principais para nós, uma diversificação dos potenciais público-alvo que daí podem surgir e em maior número  e em qualquer localização geográfica, dando destaque à redução significativa dos custos.

Com o e-learning os alunos não são obrigados a deslocar-se a determinados locais, pode-se adaptar o curriculo às necessidades e motivações dos estudantes e dispor de flexibilidade de gestão de tempo dos formandos, acrescentando que possibilita a formação ao longo da vida.

A professora Maria joão destacou ainda que os aspectos negativos da formação e-learning, as condicionantes  no acesso às novas tecnologias  e a eventual sensação de isolamento, de falta de integração  e falta de comunicação entre o formador e os formandos e dos formandos entre si.

Salientou ainda a necessidade de existirem algumas mudanças nas instituições de ensino para uma eficaz implementação do e-learning, pois a sua implementação representa um desefio quer para as instituições, quer para os professores/formadores  e mesmo pra os alunos.

finalizou a sua apresentação com qutro pontos que achei absolutamente esclarecedores e lucidativos das oportunidades que advêm da utilização do e-learning:

  • Just in time
  • Just in situ
  • Ao longo da vida
  • Formal e informalmente

Constituiu uma aula muito interssante e bastante necessária pois a professora de uma forma simples eclara expôs eficazmente alhguns aspectos pertinentes relativos ao e-learning.

 



publicado por emiliapinto às 13:39
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 24 de Novembro de 2007
Reunião de trabalho do CCUM

 

No passado dia 23 de Novembro tivemos a oportunidade de participar numa reunião de trabalho promovida pelo CCUM, no âmbito  do plano Tecnológico da Educação.

 

Foram abordados vários aspectos inerentes à eleboração de um plano TIC, mas os  que me pareceram mais determinantes e que foram diversas vezes enunciados pelos presentes, foi  a necessidade de inovação e e do estabelecimento de parcerias com entidades dos mais diversos âmbitos da sociedade.

Abordaram-se também a estreita relação entre o Plano TIC de cada escola  e o seu enquadramanto com o Plano Tecnológico determinado pelo Ministério da Educação e que assenta em diversos eixos entre os quais a tecnologia, os conteúdos e a formação.

O plano TIC  foi apresentado como  um projecto de inovação e construção da escola para a sociedade do conhecimento. 

 

Durante a apresentação avisualizamos  três exemplos reais de projectos bem sucedidos,  de implementação das novas  tecnologias no processo de ensino aprendizagem,   projectos estes muito interessantes e que serviram  de exemplos excepcionais de boas práticas,  e de estímulo para todos os presentes.

 

A participação nesta actividade, deu-nos a oportunidade de usufruir de  momentos  muito enriquecedores para todos nós, pois toda os conceitos e informação disponibilizada já nos eram bastante familiares, sentimos uma especie de feed back positivo, pois sentimos que estamos no caminho certo e ficamos ainda mais motivados para continuar o nosso trabalho .

 

 



publicado por emiliapinto às 18:29
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007
Second Life

 

 Desde que foi criado em 2003 sua utilização tem crescido explosivamente, e é actualmente utilizado por milhões de pessoas em todo o globo.
A partir do momento em que entramos neste “novo mundo”, ficamos imediatamente presos a uma realidade que nos parece quase palpável, em que os sentidos tendem a enganar-nos e fazendo-nos transpor a barreira física que é o computador, por momentos temos a sensação de viver um momento real, em que nos esquecemos que necessitamos dos restantes sentidos…é uma verdadeira realidade virtual.
O second life apresenta-nos uma vasta gama de ferramentas, temas, sujeitos, formas de entretenimento, entre outros, as quais utilizamos para pôr em prática as nossas aspirações, recorrendo para isso à criatividade de cada utilizador. Se tivermos a oportunidade de explorar intensamente, podemos construir o nosso espaço ideal, onde todas as construções naturais e artificiais são comandadas pelos nossos pensamentos, desejos e determinações. Concretizamos acções como queremos, quando queremos… somos mutáveis e especiais, onde não há lugar para limitações ou “defeitos”com os quais não escolhemos nascer.
A sua exploração pode ser feita a diferentes níveis:
O mundo
Criação de personagens: onde tudo pode ser escolhido, desde o nariz ao cabelo, à cor da pele…e tudo pode ser mudado em qualquer altura.
Exploração do espaço: imensos espaços para explorar e conhecer, nas mais diversas áreas representativas da vida humana.
Conhecer pessoas: através de numerosos eventos disponíveis; festas, desfiles de moda, galerias de arte, etc.
Possuir propriedades virtuais: através da compra de espaços para construir, exibir e guardar.
Diversão: disponibilizando sempre algum evento ou entretenimento em qualquer momento; concursos, teatros, jogos, arte, cultura, etc.
As criações
Second life é um espaço onde tudo pode ser criado desde uma simples rua, a uma urbanização inteira.
Tudo pode ser criado: através de ferramentas simples e intuitivas, e em tempo real.
O mercado de vendas: onde se pode vender as criações que efectuamos.
 
Tem pois, imenso potencial de exploração e utilização. Resta agora partir à aventura e dar asas à criatividade.
 
 
Aqui estão alguns sites que acedi durante a minha actividade de pesquisa.
http://secondlife.com/
http://secondlife.com/whatis/
acedido em 20/11/07
http://www.slportugal.com/
http://en.wikipedia.org/wiki/Second_Life
http://www.jornalsecondlife.com/
http://www.slportugal.com/
acedido em 22/11/07
 
 


publicado por emiliapinto às 00:05
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

.mais sobre mim
.pesquisar neste blog
 
.Fevereiro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29


.posts recentes

. Portfólio Digital

. Revendo o conceito de Edu...

. Dr.Elisabeth Almeida

. Educação a Distância

. História da Educação a Di...

. Conferência no IEP-UM

. Roadmap Elearning

. Uma aula construtiva

. Reunião de trabalho do CC...

. Second Life

.arquivos

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

.links
.Fazer olhinhos
blogs SAPO
.subscrever feeds